Menos aparelhos, mais vida.

Ultimamente tem sido um desafio encontrar equilíbrio no uso do telemóvel que faz o meu filho.
Entre jogos (com amigos à distância) e vídeos de youtubers, fico com a sensação de que é demasiado ruído mental para uma criança. Demasiado conteúdo vazio que entra na cabeça durante uma boa parte do dia.
Fui explicando ao Juan isto para que perceba que deixar de usar o telemóvel dessa forma vai trazer mais calma à mente , menos ansiedade e vai dar espaço a pensar, a criar, a absorver o que o rodeia de outra forma.
Assim foi que, há coisa de um mês atrás, deixou de jogar e de ver vídeos (só muito de vez em quando).
Ele começou a ouvir mais música, a ler as letras, a estar mais disponível para fazer actividade física. Sempre que posso, saímos para dar uma voltinha de bicicleta ou ao parque.
Tenho certeza de que foi a melhor decisão e que acalmar a mente também vai ajudá-lo a concentrar-se melhor nos estudos.
Vivemos invadidos pelo conteúdo permanentemente e isso cria muita ansiedade numa criança. Parece-me importante que os miúdos voltem a perceber que o entretenimento podemos criá-lo nós, usando a imaginação, deixando espaço para criar e que não dependemos dos aparelhos para nos divertirmos.
Como fazem vocês em casa para encontrar o tal equilíbrio?

Novo single em Portunhol !

Como mãe em portunhol que sou, já vinha há tempos com vontade de gravar um tema nos dois idiomas e, finalmente, em Dezembro lançamos em parceria com o cantautor brasileiro Sergio Mota o single “Maior por dentro”. Estamos super contentes com o resultado deste tema, que fala sobre os momentos mais difíceis e de quanto somos fortes para ultrapassá-los.
Para quem ainda não conhece o tema, pode espreitar aqui https://www.youtube.com/watch?v=2gLmTZ0YUu8

Quando o meu filho tira o pior de mim

Os miúdos pequenos são seres irracionais. Querem lá saber dos motivos pelos quais não faz sentido fazer uma birra no momento inadequado, eles só querem fazer aquilo que acham melhor na altura.
É preciso ter muuuuita paciência para dar a volta a um pequeno caprichoso.
Tenho dias (hoje, por exemplo) em que preciso respirar muito profundo para dar a volta ao meu filho e não converter-me num monstro horrível.
Sempre digo que as pessoas que lidam com crianças diariamente ficam com uma paciência extra, aprendem a levar com leveza muitas coisas, aprendem a não incomodar-se com o barulho de fundo.
Força ai que não sou a única. Como diz o ditado em espanhol : “mal de muchos , consuelo de tontos”.

Alternativas para usar menos plástico

Uma das coisas que me chamou a atenção deste ano foi o tema do plástico e da consciência que devemos tomar com a utilização que lhe damos.  Por esse motivo, andei a partilhar nas redes algumas ideias para reduzir o lixo (plástico, papel…)
Hoje partilho aqui uma das dicas e se tiverem boas ideias, partilhem comigo!
Para ver a dica de hoje , fazer click no link  https://www.facebook.com/luciaechague/videos/551551735282765/


Retomando

Hoje decidí retomar o blog depois de muitos meses de ausência. A vida cotidiana foi absorvendo-me e os dias foram passando sem dar tempo para aparecer por aqui mas, no fundo, sempre tive vontade de voltar a este espaço.
Nestes longos meses aconteceram muitas coisas, viagens, canções, os meus filhos estão mais crescidos e continua a  ser um desafio diário acompanhar o crescimento deles.
Fui conhecendo outras mães “em portunhol” e compartindo a experiência fora da net.
A partir de hoje, outra vez, vamo-nos encontrando por aqui…

Ser mãe imigrante

Há imenso tempo que não dou espaço do meu dia para escrever no blog e, ultimamente, estive a pensar que, considerando que o meu blog chama-se Mãe em Portunhol e o meu idioma é o castelhano, faz sentido intercalar posts nos dois idiomas. Dá-me outra fluidez quando escrevo não ter que pensar tudo tanto.
É por isso que hoje vou escrever as próximas linhas no meu idioma natal.

Hace unos días estuve leyendo un artículo sobre la soledad de la maternidad, donde explicaba cómo hoy en día las madres no cuentan con el apoyo de una comunidad, viven todo muy solas, con toda la crianza a cuestas más un sin fin de quehaceres.
Estamos hablando sobre todo de aquellas madres que deciden estar presentes a tiempo completo durante algunos años. Las que vuelven al trabajo a los 5 o 6 meses no tienen esa sensación porque saben que pronto vuelven a su rutina y el tiempo se les pasa volando.
Si ya es un desafio dedicar los primeros años a los hijos (incluso algunas intentando trabajar en los pocos momentos disponibles), se suma otra situación a la madre inmigrante.
Una mujer que se fué de su país, normalmente, no cuenta con el apoyo de su madre, de sus amigas de toda la vida, de hermanos u otros familiares. Si ya, de por si, la maternidade se vive de una forma solitaria, en estos casos se le adiciona el estar fuera de su entorno y de sus raíces. Fuera de sus referencias de siempre, de sus costumbres.
La madre a tiempo completo que es inmigrante suele pasar por épocas muy complicadas, de desequilibrio emocional y psicológico. Ya me es conocida la frase “a veces pienso que me voy a volver loca”.
Ayer hablaba con una amiga que está en esta situación y me pintaba este cuadro, que conozco bien porque ya fui esa madre, y me solidarizo tanto con aquellas que deciden quedarse en casa con los hijos porque sienten que es lo mejor, que no se identifican con el modelo de guardería a los 6 meses.
La madre inmigrante pasa 24 horas con un niño, sin oportunidades de tener tiempo para si misma o de compartir momentos con su gente de toda la vida, lo que les daría un apoyo emocional enorme,  y todavia se las mira com cara de “ama de casa que no hace nada”.
Mi experiencia me dice que cuando perdemos el contacto con nuestras raíces, costumbres, idioma, nuestra gente, empezamos a perder la noción de quién somos. No sabemos adónde ir a buscar esas referencias que, quien vive en su país, las tiene siempre presentes.
Si conoces una madre inmigrante, antes de ponerle una etiqueta, ponte en su lugar, extiéndele la mano, invítale un café y si además pudieras quedarte un ratito con su hijo para que ella haga lo que necesite, te aseguro que te lo va a agradecer para siempre.

Ir ao médico antes de engravidar

Nunca tinha pensado neste tema até, infelizmente, conhecer o caso de uma mulher muito nova (menos de 30 anos) e já com 2 filhos que descobriu, durante a terceira gravidez, que tinha cancro.
Num momento em que o corpo se reorganiza para criar uma vida lá dentro, devemos ter a certeza que estamos de boa saúde porque qualquer doença complicada como o cancro poderá pôr em risco a nossa vida.
No caso desta mulher, ela teve que abortar logo que soube da doença e começou um tratamento duríssimo. Depois de um ano e tal, e achando que já estava livre de cancro, teve uma complicação com um órgão acabando por morrer.
Não sabemos se teria sobrevivido ao cancro se não estivesse grávida, mas sabemos que teria tido muitas mais possibilidades. As células não teriam reproduzido a uma velocidade maluca, deixando ela num estado dificílimo de tratar.

Fiquei muito sensibilizada com esta situação. Uma mulher tão nova, que deixa marido, filhos, pais, amigos, uma vida pela frente.

Quem nunca pensou nisto, fica a saber. E é bom falarmos disso aconselhando fazer exames antes da gravidez.