Livros infantis para as férias

Quem tem filhos como o meu, que acabam de ler um livro no próprio dia que o recebem, é sempre bom ter na manga diferentes opções.
No caso do meu filho, já percebi o tipo de livro que gosta. Normalmente são histórias malucas, disparatadas, de miúdos como ele (cheios de fantasias).
Sempre adorou livros, mas quando começou a ler sozinho descobriu uma nova paixão. Ao princípio devorou os livros do Gerónimo Stilton (quando tinha 6 e 7 anos), “Uma aventura” e “Os cinco”.

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Há coisa de 2 anos começou a colecção do “Diário de um banana”. Um sucesso! É mesmo aquilo que ele gosta.
Este ano ficamos a conhecer “O Estranhão”, do autor português Álvaro Magalhães.  Já leu todos e agora toca esperar até sair o próximo.
Porque gosto de ver sorrir o meu filho cada vez que trago um livro novo, recomendo estes, agora que começam as férias e o tempo livre.
Interessa-me muito de saber o que andam a ler os vossos filhos. Ideias diferentes são bem-vindas!

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Portugal de luto

Tem sido difícil não pensar no que aconteceu este fim de semana em Pedrógão Grande. A medida que os dias passam, os números começam a ter nome, cara, história. Começamos a ver fotos, olhares e sorrisos. Entre tantas, se conta a história de um casal que foi de lua de mel, deixando o filho com um tio (agora vítimas do incêndio), depois o casal com filhos pequenos que foram passar o fim de semana fora e não voltaram.
Cada caso é uma história única. Podia ser qualquer um de nós.
É tudo tão incerto que, mesmo quando achamos que tomamos as melhores decisões, que tomamos precauções, que ponderamos todos os cenários, algo fora do nosso controlo pode aparecer e decidir para sempre o nosso futuro, estragando também a vida dos que ficam.
Se foi culpa do raio, do vento e do calor. Se foi culpa da falta de medidas efetivas de parte dos governos para evitar estas tragédias, o que é certo é que não foi culpa das vítimas.
Hoje o país está de luto e fico com a sensação de que ter a minha família com saúde já é uma grande sorte.

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Eu já fui aquela mãe irritante

Já devem ter visto essas mães que estão sempre a dizer: “o teu filho não dorme? Ah, o meu sempre dormiu toda a noite”, com cara de que deves estar a fazer algo mal porque se o filho dela dorme, todos os bebés do mundo têm que dormir.
Eu já fui aquela mãe irritante algumas vezes (ainda bem que poucas…).
Uma coisa que aprendi nestes anos de maternidade é a calar. Sim, calar a boca. Falar só quando é preciso.
Nenhuma mãe quer saber se o teu filho dormiu sempre bem quando elas passam as noites acordadas, já em desespero depois de tentar mil e uma coisas para regularizar a situação.
Eu, que me achava uma especialista em bebés que dormem, comecei agora uma nova fase, em que o meu filho de 2 anos já não quer ficar na cama sozinho. Tem que ser na minha cama e comigo ao lado! Tudo o que não precisou nestes dois anos, quer agora.
Dantes eu deixava-o na sua caminha, dizia “até amanhã” e dormia 9 ou 10 horas. Agora acorda 40 vezes a queixar-se e só para quando estiver na minha cama outra vez.
No stress, é uma fase e lido com ela bastante bem. O miúdo não vai ficar toda a vida na minha cama. Algúm dia passará. Entre tanto não durmo nada, para compensar os 2 anos bem dormidos.

Por isso agora, caladinha. Não sou nenhuma especialista. Tive sorte! E algum bom senso 😊 mas dar palpites ou conselhos a outras mães… tá quieta Lucía!

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As delícias da minha terra

Quando vamos viver para outro país sempre deixamos atrás os sabores que nos são mais conhecidos, aqueles que adoramos.
Em Portugal aprendi a cozinhar coisas que na Argentina nunca tivesse aprendido porque se vendem já feitas no supermercado. O que não dispenso nunca é o doce de leite.
Já aprendi a fazer doce de batata doce (óptimo), alfajores e outros doces fantásticos que me levam por uns instantes às minhas ruas de Buenos Aires, às reuniões com amigos, ao quiosque da esquina.

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Como tenho alguma preguiça de fazer empanadas, costumo contar com As Empanadas do Maxi. Ele faz a minha receita de empanadas preferida e, quando preciso, entrega em casa congeladas e é só pôr no forno e comer até dizer chega.
Outra coisa que não falta em casa são os alfajores:  um doce típico, que se trata de duas bolachas recheadas com doce de leite. Estão presentes em todas as festinhas, reuniões e até é uma óptima opção para dar como presente a alguém . Para mais informação sobre os alfajores, espreite em Delícias argentinas.

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É bom conhecer novos sabores mas também é bom ter, de vez em quando, contacto com as nossas raízes.
Experimentem! Depois não digam que não avisei.

Desculpas evitam-se?

Sempre achei que, quando alguém pede desculpas, o mais sensato era aceitar e desculpar.
Ensino aos meus filhos a pedir desculpas e a desculpar. Acontece que, de vez em quando, o meu filho mais velho me aparece depois da escola com a conversa de que os miúdos não aceitam as desculpas dele porque “Desculpas evitam-se”.  Que ideia nova é essa?
Desculpas não se evitam. Desculpas pedem-se! Ninguém é perfeito, cometemos erros, temos que saber aceitar que fizemos mal e pedir desculpa. Se do outro lado ouvimos uma frase dessas, nunca mais vamos pedir desculpas.

Para mim, educação é isso: saber perdoar, pedir desculpas, ser agradecido, ser amigo, amável, atento com os outros. Quando foi que estes valores deixaram de ser importantes?

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Exposição Guerreiros de Xian

Este fim de semana estreia-se na Cordoaria Nacional a Exposição Guerreiros de Xian, com 150 réplicas, em tamanho real, do exército de terracota do primeiro Imperador da China.
Também haverá ateliers para crianças, de caligrafia chinesa, arqueologia e pintura.
Não perco !
Mais informação em  http://www.guerreirosdexian.com/

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Deixemos os miúdos em paz

Reparei que tem sido notícia o facto de que , nos infantários públicos, as crianças de 3 anos não podem dormir sesta.
Pergunto-me quem é que decide uma coisa dessas. Deve ser alguém que nunca teve contacto com crianças, se calhar.
O meu segundo filho tem 2 anos e meio e deve entrar em Setembro no infantário. Ainda não sei se terá vaga no público mas fico já com receio desta situação, considerando que ele dorme entre 2 e 3 horas de sesta todos os dias. Sou incapaz de tirar-lhe esse tempo que tanto precisa.
Seria como começar a deitar-me todas as noites às 3 da manhã, quando tenho que acordar sempre às 7. Existe algum motivo lógico para o fazer?
O motivo parece ser o pouco espaço nas salas para dormir. Quando se constrói uma escola não se tem em conta o espaço que vai ser necessário em cada idade?
Uma educadora disse-me  no outro dia que, nas escolas que acabam às 15h30, os miúdos não dormem porque ficam sem tempo para as actividades da tarde. São tão precisas essas actividades? Quando o meu filho mais velho ía ao infantário, dormia a sesta e depois brincava livremente. Esse tempo de brincadeira livre era o melhor momento para ele.

Não podemos tratar as crianças como adultos. Elas entram na escola cedo de manhã, fazem actividades à tarde e ainda se pretende que continuem bem dispostas sem dormir sesta.
Gostaria de pedir ao ministro de educação que comece a dormir 3 horas a menos todas as noites. Se calhar o assunto fica resolvido.

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